terça-feira, 10 de março de 2015

Tem Doutora nova na área!

Professora defende doutorado sobre trocas de cartas 


No dia 9 de março de 2015, pela manhã, a professora Divina de Fátima dos Santos defendeu sua tese de doutorado em Psicologia Clínica no campus de Perdizes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na cidade de São Paulo. 

Professora Divina durante a defesa da sua tese

Ao final, a tese da professora Divina foi aprovada com nota dez e ela recebeu o título de doutora pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica da PUC-SP.

Professora Divina na arguição da tese de doutorado

O trabalho de pesquisa desenvolvido pela professora Divina aconteceu entre os anos de 2010 e 2014 e consistiu na análise de cartas trocadas entre idosos e crianças residentes na cidade de Caraguatatuba, localizada no litoral norte de São Paulo. 

Público presente à defesa da tese de doutorado de Divina

A tese intitulada “Olha pra mim: encontro de gerações intermediado pela escrita de cartas” foi orientada pela Prof. Dra. Ceneide Maria de Oliveira Cerveny. Além da orientadora, compuseram a banca de avaliação da tese, o Prof. Dr. José Carlos Ferrigno, a Profa. Dra. Adriana Leônidas de Oliveira, a Profa. Dra. Nadia Dumara Ruiz Silveira e a Profa. Dra. Ruth Gelehrter da Costa Lopes.


Professores Ferrigno, Adriana, Ceneide, Divina, Nadia e Ruth

A tese da professora Divina analisou os benefícios da troca de cartas entre gerações distintas, investigando o quanto o ato de escrever sobre acontecimentos da vida cotidiana pode estar associado a uma melhor autopercepção dos participantes do processo. Assim, procurou-se compreender o significado da troca de correspondências ocorrida entre crianças e idosos e os seus efeitos sobre suas subjetividades. O trabalho da tese analisou a participação de duplas, cada uma composta por um aluno do 4º ou 5º ano de uma Escola Municipal de Ensino Fundamental e com idade entre 9 e 11 anos, e por um idoso, acima dos 60 anos, do Centro de Referência para a Melhor Idade (CREMI), ambas as instituições localizadas no município de Caraguatatuba. 

Professora Divina com sua tese de doutorado

Os resultados desta pesquisa enfatizaram a importância de uma articulação intersetorial, envolvendo diferentes Secretarias Municipais (como a Secretaria da Educação e a Secretaria da Pessoa com Deficiência e do Idoso), para uma maior efetividade na execução de políticas públicas. As cartas foram trocadas ao longo do ano, como se tratasse de uma espécie de “amigo secreto”, e no final de cada um dos anos em que o projeto foi implementado, ocorreu uma grande festa de confraternização no CREMI em que os correspondentes se conheceram pessoalmente.

Professora Divina com amigos e familiares que compareceram à defesa
A Profa. Dra. Divina de Fátima dos Santos é docente do Centro Universitário Módulo na cidade de Caraguatatuba em diferentes disciplinas dos cursos de Pedagogia, Biologia e Educação Física.
(este texto é de livre reprodução)
Por: Jp. Neto
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quinta-feira, 5 de março de 2015

Penso nos amores que tive, não quero que eles voltem mas... é bom escrever um pouco!


De volta a setembro

Posso não saber o que fiz no mês de setembro
Só sei que te amei em setembro, outubro e novembro
Você com esse seu jogo independente
De um jeito meigo e acanhado que atrai a gente,
E como mágoa é um assombro!
Mas me apaixonei...

Posso não saber o que fiz no mês de setembro
Só sei que te amei em setembro, dezembro e janeiro
Que estilo maneiro esse que você tem.
Perto de você fico sem ar
Não sei como é fazer outra coisa sem ser te amar

Posso não saber o que fiz no mês de setembro
Só sei que te amei em setembro, fevereiro e março
Por isso quando vejo outro perto de você fico com raiva.
Mas o amor é maior,
Ver você sorrindo é melhor

Posso não saber o que fiz no mês de setembro
Só sei que te amei em setembro, abril e maio
Parece mentira, mas posso te ver
Posso te tocar
E no fim das contas, ainda estou invisível ao seu olhar

Posso não saber o que fiz no mês de setembro
Só sei que te amei em setembro, junho e julho
Que furo esse nosso jeito de ser
Amor platônico?
Achei que não existia, mais foi irônico
Ele existe e eu estou sofrendo

Posso não saber o que fiz no mês de setembro
Mas ainda gosto de te ver sorrindo
Queria eu ser o seu motivo de alegria
Mas sempre prefiro a sala fria da razão
Onde vejo o amor pela janela
A gosto da espera, onde escuto a solidão
Por que tinha que ser ela? 
Jp.neto





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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Por isso escrevo. Alguns versos que fiz durante as férias, período em que fico depressivo ao contrario de 99,9% da humanidade...

Sem expressão


Voltei a pensar!
Agora posso falar sem medo 
Mesmo embaçado, me faço entendido e respeitado.
Estou no pique de novo
Sou simpático outra vez
Reconheço e respondo, uma conversa boa que dá gosto
Não dou desgosto mais não
Viva eu viva o mundo
Viva o velho Chico
Que sem água tá morrendo moribundo

Antes temia hesitava
Muitas vezes deixava de falar
Agora eu posso gritar!
Posso dizer o que tenho pra dizer a ponto de você entender
Acho que era uma confusão mental
Como a confusão das coisas lá no fundo do quintal
Viva eu viva o mundo
Viva o velho Chico
Que sem água tá morrendo moribundo

Minha mãe me disse que ia passar
Eu entendi, mas não conseguia falar coisa com coisa,
Agora é outra coisa
Consigo me expressar
Viva eu viva o mundo
Viva o velho Chico
Que sem água tá morrendo moribundo

Depois de um período cheio,
Tristeza logo veio
As palavras foram embora
E naquela hora fiquei sem saber o que falar
comecei escrever
Fiz um pouco chorar
Para ver se voltava a fluir
Agora passou
Viva eu viva o mundo
Viva o velho chico
Que sem água tá morrendo moribundo

O dom do pensar voltou
Não que eu não pensava,
Apenas não expressava,
Dava dó o raciocínio
Pobre de argumento e sustentação
A voz não tinha prazer
A mente não tinha prazer
Mas tudo melhorou
Ca estou a bradar
Viva eu viva o mundo
Viva o velho chico
Que sem água tá morrendo moribundo!...